Espelho
Por Antonio Fernandes
Espelho, espelho meu.
Há alguém mais inteligente
do que eu?
Velhos não podem ser,
Pois ultrapassados e rabugentos, nada podem ver.
Adultos não serão jamais,
Já que ignoram demais o mundo, e por ele não farão mais.
Crianças coitadas, são castas.
E em sua pureza, sua alegria ao mundo já basta.
Apenas eu. Aos meus vinte poucos.
Meu clamor pra poucos.
Meu esplendor maroto.
Jovem infinito, que tudo pode,
Tudo sei. Sei o que é o certo.
Na verdade não responda espelho.
Já sei a resposta.
Espelho, espelho meu.
Há alguém mais inteligente
do que eu?
Velhos não podem ser,
Pois ultrapassados e rabugentos, nada podem ver.
Adultos não serão jamais,
Já que ignoram demais o mundo, e por ele não farão mais.
Crianças coitadas, são castas.
E em sua pureza, sua alegria ao mundo já basta.
Apenas eu. Aos meus vinte poucos.
Meu clamor pra poucos.
Meu esplendor maroto.
Jovem infinito, que tudo pode,
Tudo sei. Sei o que é o certo.
Na verdade não responda espelho.
Já sei a resposta.
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